sábado, 26 de julho de 2008

Frank Sinatra - Song For Swingin´ Lovers

Com certeza por eu ter nascido bem depois desse álbum, ou melhor, por meus pais serem pequenos no auge da carreira do Frank Sinatra, sua obra passa quase despercebida pela minha vida. Um pecado! Pois tenho certeza de que se eu tivesse vivido nessa época vários álbuns seus fariam parte dos “álbuns que marcaram a minha vida”.

Este álbum faz parte da minha bíblia atual, “1001 discos para ouvir antes de morrer”, e lá deixa claro que não sou só eu que acho o arranjo de “I´ve Got You Under My Skin” genial. Reza a lenda que ele foi aplaudido pelos músicos durante a gravação em 12 de janeiro de 1956, e o mais incrível é que a lenda também diz que o maestro Nelson Riddle, finalizou este arranjo às pressas, na noite anterior à gravação.

Como tudo que é muito bom, não é possível descrever as sensações provocadas pela sua audição, e criticar este álbum também não é o objetivo desse post, muito pelo contrário. Apenas deixo aqui o registro do bem que faz ouvirmos um álbum desse tipo nos dias de hoje. É observar uma obra de arte, é deixar na “vitrola” e esquecer da vida!

Boa diversão!

domingo, 20 de julho de 2008

Joan As A Police Woman - To Survive


To survive é o segundo álbum da cantora, pianista e violinista americana, Joan Wasser, que cresceu em Connecticut, EUA. Nascida em 1970, Wasser envolveu-se com a música ainda pequena, tocando violino e piano em bandas da escola e da sua comunidade, mas foi só em Boston, já na universidade, que a moça iniciou sua carreira tocando violino na Boston University Symphony Orchestra.

Depois de algumas passagens marcantes por bandas menores, em 2004, Joan foi convidada por Rufus Wainwright para abrir seus shows e, a partir daí, seus fãs só cresceram e seu trabalho ganhou corpo, até o lançamento de seu álbum "Real Life" em 2006, já sob o nome de "Joan As A Police Woman".

Depois do aclamado primeiro álbum vem o perigoso “segundo álbum” que é esse aqui, “To Survive”, mas ela tira de letra. O segundo agrada aos amantes do estilo e não dá nenhuma mostra de cansaço. É um álbum fino, delicado e muito bem arranjado e produzido. As melodias e harmonias são cuidadosas e descaram a influência violino-piano com um pé no Jazz, de Joan.

A primeira parte do álbum é bem moderna e há uma maior força na bateria, no baixo e ouve-se uma guitarra ao fundo que ao longo do álbum é trocada por violinos e alguns sopros até que, nessa delicada mudança, terminamos ouvindo um álbum bem mais intimista do que começou.

Tenho certeza de que em outro momento, talvez não tivesse gostado tanto deste álbum, que por ser delicado demais, exige atenção e paciência para aproveitar a boa sonoridade, mas hoje gostei muito e dou destaque para as faixas “To Be Loved”, “Magpies” e “Hard White Wall”, mas eu realmente recomendo a audição completa.


sábado, 12 de julho de 2008

Land Of Talk - Applause Cheer Boo Hiss

Quanto mais velho eu vou ficando mais me convenço que tudo, quanto mais simples, melhor. Ouvindo esse excelente "Applause Cheer Boo Hiss" do trio canadense “Land Of Talk”, lançado em abril de 2006, essa frase soa ainda mais correta. Tudo bem que existem bandas com cinco, seis e até mais integrantes, mas os trios têm uma força e um impacto únicos, talvez pela ausência de opções, todos os integrantes precisam fazer diferente, precisam “tocar mais”, precisam ter mais “vontade”.

Para fazer eu gostar mais ainda, este álbum tem sete músicas! Não precisa de mais! Ele termina quando ainda queremos mais, mas o recado está dado em pouco mais de vinte e sete minutos e o som já grudou na cabeça.

O álbum começa com a música menos interessante, pois “Speak To Me Boones” mostra muito pouco sobre o que a banda é capaz e não soa como novidade. Mas logo em seguida “Sea Form” com sua falsa moleza nos carrega até um refrão potente onde começamos a identificar o estilo da banda. A seguinte “Summer Special” entra pesada e tensa, com uma cara pós punk e um riff de guitarra marcante ao fundo até um refrão que fica na cabeça e então somos levados à seguinte “BreaxxBaxx” e aqui uma menção ao baterista, Bucky Wheaton (substituído por Eric Thibodeau em maio de 2007) , que carrega a música permitindo que a voz de Elisabeth Powel passeie a vontade. O álbum acalma um pouco com a ótima “Magnetic Hill”, mas nem por isso deixa de ficar tenso com o baterista novamente aproveitando tudo que pode de contratempo e bumbo, dando uma incrível dinâmica à música. A tensão continua na rebelde “All My Friends” que parece que estamos ouvindo ao vivo, tal a (proposital) sujeira da guitarra. E, para terminar a calminha “Street Wheels”.

É só ouvir !!!


sábado, 5 de julho de 2008

Infadels - We Are Not The Infadels

Lançado em 2006, este álbum, infelizmente, só chegou aos meus ouvidos há pouco tempo.

Por causa do novo álbum deles, Universe In Reverse, resolvi ouvir e conhecer melhor a banda, então peguei este primeiro álbum e acabei me deparando com um dos melhores álbuns que ouvi ultimamente. As músicas fortes, nervosas e com misturas de eletrônico e melódico com um ar oitentista fazem o som ficar cheio, frenético e marcante.

Eles começam com a ótima “Love Like Semtex” (Bring It To Me) e seguem fortes com “Can´t Get Enough” e “TopBoy” até se transportarem para a década de 80 de vez com “Girl That Speks No Words” e lá permanecem sem cerimônia com a seguinte “Jagger 67”.

Após um descanso (de verdade) com a instrumental “1´20”, entra “Murder That Sound” que com uma guitarra inacreditável, um sintetizador espetacular e um monte de teclados viajando é para mim é a melhor do álbum. O nível está lá em cima quando ouvimos “Reality Tv” e permanece assim com a “Give Yourself To Me” até eles mudarem de direção novamente e entrarem com “Sunday” e “Stories From The Bar” onde a banda tenta outras alternativas sonoras.

Formada em 2003 por Alex Bruford (bateria), Matt Gooderson (guitarra, programação)e Bnann (vocal), logo ganhou o reforço de Richie Vernon (Mixer) e Wag Marshall-Page (Baixo),

A banda ficou conhecida mundialmente pelo ritmo frenético dos seus shows e turnês mundiais que contabilizam mais de 300 shows, em 3 continentes em menos de 3 anos, além disso conquistaram diversos prêmios, inclusive o de melhor banda Dance (?) de 2004.

Mas é Rock! Disfarçado, mas é rock, é só ouvir alto, bem alto, e gostar.


terça-feira, 1 de julho de 2008

Moscow Olympics - Cut The World

Com um som seguindo exatamente o estilo New Orrder dos anos 80 a banda Filipina, Moscow Olympics consegue agradar aos fãs saudosos desse estilo. Porém o que parece muito legal no início, fica cansativo no final e tem-se a sensação de que se escuta a mesma música do início ao fim. A única diferença é a bateria que no MO parece sempre que está um milissegundo atrasada, e isso faz o som ficar diferente. Lógico que é preciso acreditar que as viradas meio “fora do tempo” sejam propositais e, pensando assim, nãa deixa de ser algo interessante. Mas é só.

Aconselho uma escutada de uma ou duas músicas da banda, para se ter uma idéia do som e se você for um fanático do estilo adquira o álbum.

Eu sou fã do New Order, mas este espaço é deles, e enquanto estiverem na ativa, prefiro os originais.

Jenny & the Scallywags - Shaking Heart

   Volta e meia aparece na minha frente um álbum realmente novo de um artista que nunca ouvi falar. De primeira, muitas vezes, não dou m...