sexta-feira, 27 de junho de 2008

The Ivy League - This Is Ivy League

Confesso que só gostei na terceira tentativa. A primeira me soou estranha, a segunda, diferente e a terceira ficou na cabeça.

The Ivy League é uma dupla norte americana formada em 2006 depois que dois amigos de faculdade (Ryland Blackinton e Alex Suarez) se reencontraram após 10 anos distantes.

Os dois tocam praticamente tudo no álbum e com isso conseguem uma unidade de som ímpar, com violões, guitarras e vozes dobradas, sempre em primeiro plano,

A proposta do álbum é tão clara que confunde. É um álbum sessentista, baseado em sons que conhecemos muito bem, mas que soam diferentes se escutados como novidade em 2008. Não, eles não fazem novidade nenhuma, mas o som é ótimo, alegre, leve, tipo trilha sonora de dia de sol, tem até uma quase bossa nova, “Viola”, que dá um toque ainda mais tropical ao álbum.

Som legal, diferente a que cabe na trilha sonora de qualquer um. Para ouvir sem preocupação.

sábado, 21 de junho de 2008

Coldplay – Viva La Vida Or Death And All His Friends

Pra quem acreditou que o fim da banda estava próximo, este novo álbum do Coldplay é uma grande surpresa. Depois de reclamarem que excesso de exposição e de compromissos gerados pelo sucesso do último álbum,“X&Y”, havia desgastado a banda a ponto de cogitarem o seu fim, o ColdPlay se apresenta com um som incrivelmente uniforme e diferente do habitual, fato só possível de acontecer numa banda sem conflitos existenciais.

“Viva La Vida” abusa dos ritmos, deixa de lado vaidades e foge de destaques individuais. É o tipo de som difícil de ser reproduzido por qualquer um, é uma massa sonora com excesso de instrumentos e batidas. Diferente, arriscadíssimo e por isso mesmo, excelente!

O álbum inicia com a instrumental “Life In Technicolor” e segue com a rítmica “Cemeteries Of London” e em seguida “Lost!” que se aproxima um pouco do estilo original deles, mas ainda com uma forte marcação de ritmo.

O que acontece em seguida é que entram “42” e “Lovers In Japan/Reign Of Love” e “Yes” que são as estrelas do álbum. Impossíveis de serem feitas por uma banda que não esteja em total sintonia. "42" é totalmente U2, “Yes” entra com um clima árabe e cítaras durante a música, no limite do permitido, ótima! Mas a progressiva, “Lovers...” é a melhor.

A parte mais Pop do álbum fica por conta das seguintes “Viva La Vida” e “Violet Hill” e as menos potentes “Strawberry Swing” e “Death And All His Friends” ficam mesmo para o fim do álbum que se encerra com “Lost?” numa versão totalmente Coldplay para agradar aos fãs sedentos pelos pianos marcantes e vocais fortes característicos da banda.

Meu conselho para melhor aproveitar este álbum, é acostumar o ouvido, pois ele é diferente e soa estranho à primeira escutada.

“Viva La Vida” é, sem dúvida, um álbum surpreendente.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Death Cab For Cuties - Narrow Stairs

Se tem uma banda que estou ficando sem nenhum receio de escutar, esta banda está aí em cima. Me lembra o The Cure em seus melhores anos, em que cada álbum era uma experiência sonora fascinante. Narrow Stairs é exatamente isso, fascinante e denso. A sonoridade e o estilo das músicas são o que há de melhor nos dias de hoje. A segunda música do álbum, “I Will Possess Your Heart” já faz tudo valer e com curtos 8 minutos e 35 segundos nos deixa com sensação de que poderia durar o dobro, lembra “Gênesis”, é Rock progressivo, mas é moderno.

Já falamos do Death Cab por aqui e eu que já considerava o álbum “Plans” um dos melhores que já escutei, posso dizer, sem medo, que Death Cab está entre as melhores bandas que existem hoje em dia.

Gostando ou não do estilo, é imperdível!

Alanis Morissette - Flavors Of Entanglement

Em seu novo álbum, Alanis se perde no meio de uma armadilha que ela própria criou.
Suas melodias vocais nunca foram nenhum primor de criatividade, mas a força de sua canções se sobrepunha a isso e ela nos entregava sempre algo diferente e vibrante.
Ao flertar com o dance/tecno sua música foi achatada e pasteurizada e qualquer sombra raivosa que existisse foi apagada. Para explicar melhor, Alanis quer ser tocada em boite, este novo “Flavors Of Entanglement” parece um álbum da Hillary Duff. Nada contra, mas...

Para não dizer que nada se salva, as músicas mais lentas são boas. Podem ser ouvidas sem medo: “Not As We”, “Torch” e “Underneath”. O resto é lixo de primeira!

Mais um álbum para a lista dos que não acrescentam nada à música.

sábado, 7 de junho de 2008

Thao & The Get Down Stay Down – We Brave Be Stings And All


Respeito demais álbuns que provoquem em mim uma sensação diferente, muitas vezes nem são meu estilo de música preferido, mas servem como libertação dos ouvidos.

Comecei a escutar este álbum totalmente desconfiado até por algumas críticas que li. Mas o álbum soa poético, no sentido da palavra, parece uma rima, vários versos. A voz dela dá um ar meio tosco, amadeirado, e tem uma afinação totalmente diferente do habitual.

Violão e guitarra vagueiam sem rumo durante todas as músicas e nada é certinho ou previsível, e somente o baixo e bateria dão a base para tudo acontecer por cima, livre.

Thao Nguyen (guitarra e voz) é norte americana (com cara de Vietnamita) nascida na Virgínia, mas a banda faz sucesso em São Francisco e os “Get Down Stay Down” são Frank Stewart (guitarra), Adam Thompson (baixo), Willis Thompson (bateria), que juntos formam uma banda no estilo Rock-folk-alternativo.

O som é delicioso a começar pela seqüência de abertura. “Beat”, “Bag Of Hammers” e “Big Kid Table”e “Swimming Pool” que abusam das quebradas de rítmo, paradas e alternâncias que nos fazem não saber o que vem a seguir na música. O álbum continua com as ótimas “Geography”, “Feet Asleep” e “Yes, Soon and Soon” que chegam mais perto do Folk-Jazz, deixando para a seguinte “Fear and Convenience” a aproximação com o Rock. Nas três músicas restantes eles já estão credenciados para fazerem o que quiserem e fazem, deixando, quando termina o álbum, uma sensação de que poderiam ter colocado mais músicas.

Bom, o fato é que realmente estou ouvindo o som deles direto e acho um pecado desconhecer o som que eles fazem.



Jenny & the Scallywags - Shaking Heart

   Volta e meia aparece na minha frente um álbum realmente novo de um artista que nunca ouvi falar. De primeira, muitas vezes, não dou m...