sábado, 24 de maio de 2008

American Idol - Final

David Cook. Esse cara venceu o American Idol 2008. Confesso que cheguei a ver alguns episódios e ele não me surpreendeu em nenhum, tinha um cara (David Archuleta) que cantava bem mais que ele e, nos episódiso que eu vi, destruiu ! Mas aí fui dar uma conferida nas últimas performances do vencedor e aqui estou dando a mão à palmatória. A versão dele (?) de Billie Jean acabou com a festa de qualquer pretendente. A voz dele é igual a de muita gente por aí e o que fez a diferença, foi o que faz diferença na vida. Atitude!

Sem entrar no mérito da pasteurização do programa, ou outras questões financeiras e jabalescas,e nem se ele mereceu ou não, a versão ficou de primeira.





Vale Ouvir.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Lançamentos - Maio de 2008

Envy & Other Sins – We Live At Dawn

Volta e meia me deparo com bandas muito legais mas que não fazem “nada de mais”, apenas ótima música. O quarteto de Birmingan, “Envy...” que ficou famoso ao vencer o concurso de novos talentos promovido pelo Channel 4, é uma delas. Bom som durante todo álbum, sem invenções ou firulas, sem rótulos.

Eles só reforçam minha teoria de que os ingleses têm mais facilidade de fazer música boa. Esse é o primeiro álbum da banda que promete sair em turnê junto com o The Hoosiers, já comentado aqui.

Das dez faixas eu gostei de 10!



Whitesnake – Good To Be Bad

Whitesnake sempre foi uma referência de bom Rock dos anos 80 e 90. A voz marcante e potente de David Coverdale dava a qualquer música uma cara agressiva, ele era “o cara”. Passados 30 anos, ele continua sendo “o cara”. A voz dele marca o álbum e faz valer a pena escutar esse Whitesnake um pouco desgastado pelo tempo, mas ainda em boa forma. Diz-se que esse será o último álbum da banda que está completando 30 anos neste ano e não lançava um álbum com inéditas desde 1997.

Alternando baladas com guitarras distorcidas, o conjunto vai agradar com certeza os fãs do estilo.

Asia - Phoenix

Chega a ser impressionante como a banda consegue manter seu som intacto. Ouvir esse novo Asia – Phoenix é se transportar para a década de 80. O som deles está alinhadíssimo com a proposta da banda, não há qualquer sombra de preguiça musical e o álbum soa legítimo e original. Vocais dobrados, teclados explodindo por toda parte com viradas bregas de bateria sem nenhuma ousadia rítmica. Ruim? Não, nem um pouco! Apenas 30 anos atrasado.

Para quem não conhece, Asia é uma banda de rock progressivo formada em 1981 como um supergrupo de ex-integrantes de Yes, King Crimson, Emerson, Lake & Palmer e The Buggles.

Alguns sucessos da banda são Heat Of the Moment, Only Time Will Tell e Wildest Dreams, estes sim, imperdíveis, cultura musical obrigatória!

Headlights – Some Racing, Some Stopping

Uma banda com claríssimas influências mas que trilha seu próprio caminho em meio ao turbilhão de lançamentos no mesmo estilo, isso é Headlights. Com um som muito próximo ao do Death Cab For Cutie, a banda consegue se diferenciar deles nos detalhes e isso torna o trabalho novo e interessante, mas nada que traga fãs diferentes. O gosto é o mesmo e o som é apenas mais delicado e um pouco menos intenso que “Death Cab...” Destaque para as faixas: “Get Your Head Around It”, “Market Girl”, “On April 2” e "School Boys".

Vale ouvir mas vai sempre ser um som alternativo.

sábado, 17 de maio de 2008

R.E.M. - Accelerate

Confesso que nunca fui muito fã do som do R.E.M., gostava de uma coisa ou outra que ouvia por aí mas nunca me interessei por um álbum completo deles e acho até que por isso mesmo estou muito confortável em escrever aqui sobre este Accelerate.

O 15º. Álbum da banda tem cheiro de naftalina e soa musicalmente infantil. Falta ousadia e sobra mesmice. Os arranjos são previsíveis e refrões e ritmos batidos e até a equalização da voz é ultrapassada. Se fosse o primeiro álbum de alguma banda nova eu diria que ainda falta um pouco para ficarem bons, mas como não é, eu atribuo a fraqueza do álbum à pura displicência da banda. Eles sabem que qualquer coisa que fizerem vai vender.

Salvam-se as três primeiras músicas que nada mais são do que “regravações” do mesmo R.E.M. que estamos acostumados. “Living Well Is The Best Revenge” é potente mas previsível, “Men-Sized Wreath”, boa mas totalmente “noventista” e “Supernatural Superserious”, a melhor do álbum, é totalmente R.E.M., ela inclusive poderia norteá-los liberando-os para novas tentativas musicais já que com ela a identidade da banda estaria aí assegurada.

As oito músicas seguintes não têm capacidade de surpreender ninguém, e o álbum termina sem entendermos qual era a proposta. O engraçado é que logo após a última música deles no meu Itunes, entra “15 Step” do Radiohead que soa, sem querer, como um tiro de misericórdia nesse novo velho R.E.M. , formado em 1980 na Geórgia, e que tem seu nome em referência ao estágio de sono REM.

Apesar de eu adotar esta posição difícil, já que praticamente todos que gostam de música alternativa têm o R.E.M como referência, insisto que para mim o R.E.M vai permanecer no limbo da audição. Sou capaz de citar pelo menos 20 bandas no mesmo estilo e muito mais criativas do que eles e essa é a mesma sensação que eu tinha quando os escutava nas décadas de 80 e 90.

Infelizmente, Accelerate nem no Ipod vai ficar... preciso de espaço e existem com certeza 30 gb de músicas mais interessantes!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

The B-52´s – Funplex

Bandas antigas que foram desfeitas e resolvem voltar para dar shows já são um perigo, quando resolvem lançar álbuns novos o perigo aumenta muito e desconfio totalmente de que o resultado será um lixo. Talvez por isso eu esteja tão satisfeito e impressionado com este álbum novo do B-52´s. Minha expectativa era baixíssima.

Resolvi escutar este Funplex só porque estava há um certo tempo ouvindo bandas novas que não me agradavam em nada e não valiam nem um post, assim “apelei” para uma banda “conhecida”.

Minha surpresa começou já na primeira faixa “Pump” com sonoridade moderna e lembrando CSS em seu melhores momentos, mas sem perder a identidade B-52´s, ou seja, eram eles como sempre, mas soando totalmente 2008! “Hot Corner” está com o vocal inconfundível de Fred Schneider a toda e Kate e Cindy desfilando a vontade. “Ultaraviolet” mantém o ritmo do álbum lá em cima com a bateria pegada e uma guitarra simples deixando o ar futurista por conta do teclado e eles mantém o estilo na seqüência na ótima “Juliet Of Spirits”.

Em “Funplex” o ritmo alucinante cai um pouco e enfim podemos descansar em “Eyes Wide Open” onde eles se aprofundam ainda mais na música eletrônica, o que continua em “Love In The Year Of 3000”.


Depois disso tudo eu já havia sido conquistado pelo álbum e as 4 faixas seguintes prosseguem com mesmo nível de som, misturando um New Wave oitentista com música eletrônica atual.


O B-52’s foi criado em 1976, em Athens, no estado da Georgia, EUA. Os amigos Kate Pierson, Cindy Wilson, Fred Shneider, Ricky Wilson e Keith Strickland decidiram formar um grupo, escolhendo o nome por causa de uma gíria do sul dos Estados Unidos para um determinado corte de cabelo exagerado que Kate e Cindy usavam.


O sucesso de público e da crítica logo colocou o B-52’s à frente do movimento “New Wave” do início da década de 80, caracterizando a banda como uma das mais alegres da história. Esse descompromisso com a seriedade gerou algum preconceito nos anos seguintes sempre contornado com mais bom humor e alegria por parte da banda.


O B-52´s teve seu primeiro álbum lançado em 1979 e os 6 seguintes foram lançados entre 1980 e 1998.


Esse "Funplex" de 2008 nos deixa ao final uma sensação esquisita e ficamos realmente sem saber quem influencia quem na música. É inegável a influência do New Wave nas bandas atuais, mas com uma parada de 15 anos também fica inegável a influência das bandas atuais no som do B-52´s.


Para quem não viveu a adolescência na década de 80 "Funplex"é uma ótima oportunidade para se aproximar do que foi o B-52´s naquela época, mas sugiro que escute os três primeiros álbuns “The B-52’s”, “Wild Planet” e “Whammy!” e, sinceramente, acredite que era ótimo!
Esse novo álbum também é ótimo mas para mim serviu para re-escutar a banda que estava guardada na minha memória sem ter que ficar lamentando como eles eram bons. Eles ainda são bons !



Jenny & the Scallywags - Shaking Heart

   Volta e meia aparece na minha frente um álbum realmente novo de um artista que nunca ouvi falar. De primeira, muitas vezes, não dou m...