sábado, 12 de abril de 2008

The Kooks - Konk

O primeiro álbum que ouvi da banda foi o “Inside In Inside Out” que vendeu 1 milhão de cópias e emplacou o hit “Naive”. Gostei, mas não tanto para escrever um post sobre eles. Achei que faltava alguma coisa.

Mas agora com nesse segundo álbum “Konk” eles acharam. O álbum é bom do início ao fim e deixa clara qual é a proposta da banda: som Pop quase comercial, sem tendências moderninhas. Não é Indie, não é Newprog nem Britpop e nem Póspunk. Nada contra nenhum desses estilos, muito pelo contrário, atualmente os melhores sons vem dessas tendências, mas costumo dizer que às vezes é bom voltar à velha e boa simplicidade. E é isso que é o som do The Kooks: uma volta à velha e boa simplicidade.

O álbum começa com a ótima seqüência de “See The Sun”, “Always Where I Need To Be” e a baladinha anos 60 “Mr. Maker”, em seguida fica um pouco mais pesado e as guitarras ganham distorção em “Do You Wanna (make love to me)”. Acalma em “Gap” e “Love It All” para novamente ganhar pegada com a ótima “Stormy Weather”. As baladas a seguir “Sway” e “Shine On” preparam novamente para a mais forte “Down To The Market”, e daí até o final mais três músicas fecham com classe esse ótimo álbum.

The Kooks, que teve o nome tirado de uma música de David Bowie, é uma banda britânica formada em 2004. Atualmente Luke Pritchard (vocal e guitarra), Hugh Harris (guitarra), Paul Garred (bateria) e Dan Logan (Baixo) compõe a banda que foi revelação Inglesa e Irlandesa em 2006 pela MTV Europe Music Awards e teve ainda uma indicação no The BRIT Awards.


Para mim o que melhor descreve este álbum é a frase do líder da banda, Pritchard, que revela “Quero que este álbum seja grande. Eu quero que o álbum faça bem...”

E faz mesmo! É só escutar...



quinta-feira, 10 de abril de 2008

Lançamentos - Abril 2008

The Raconteurs – Consoler of the Lonely

Som com a cara de anos 70. É assim que os Raconteurs estão soando neste novo trabalho. Consoler of the Lonely é o segundo álbum da banda que tem como um dos integrantes o “White Stripe”, Jack White. Eu particularmente acho o primeiro álbum deles (Broken Boys Soldier - “Steady, As She Goes”) bem mais comercial, e esse segundo bem mais interessante, pois o som está mais cru e sem dívidas! São poucas novidades em termos de som, mas é um álbum legal para quem quer coisas bem feitas. É isso! Música bem feita. Um dos bons lançamentos do ano, sem dúvida, mas que não deve fazer muito sucesso.

Destaques para a faixa título do álbum, para “You Don´t Understand” e “Old Enough”.

Supergrass – Diamond Hoo Ha

A banda inglesa vem com seu sexto álbum em 10 anos de estrada e apesar da ótima sonoridade inglesa de raiz, este álbum traz poucas novidades e simplesmente passeia pela onda Britpop. Fica uma sensação de que eles gravaram este álbum há dez anos atrás, pois o som é dessa época, não é ruim, só que é um antigo meio sem querer. O repertório da banda é bem melhor do que este álbum, que vai passar despercebido.

De legal mesmo só a nervosa faixa título, “Diamond Hoo Ha Man”.

Guillemots – Red

Red é o terceiro álbum do quarteto transcontinental fundado na Ingleterra em 2004.

O que parece um estranho álbum onde nada acontece, merece uma segunda e terceira ouvida para ser entendido. Ouvir esse “Red” na correria é perda de tempo. É um disco para ouvir com calma e entender por onde vai o som. As referências ao som deprê anos 80 estâo muito claras, mas eles vão mais fundo um pouco e misturam isso com um Indie atual e o resultado é um trabalho hipnótico, com violinos, pianos, guitarras e vocais viajando.

Vou repetir, quem decidir “dar uma ouvida rápida” vai perder tempo, não é para isso. Tem que parar tudo e ouvir.

A faixa mais “pop” é a primeira “Kriss Kross” e o restante é uma viagem de sons.

Mystery Jets – Twenty One

O quinteto inglês reaparece com um ótimo álbum, parece redundância e é. Como é difícil aparecer um álbum de um grupo inglês ruim, a absoluta maioria dos trabalhos são muito bons e esse “21” do MJ comprova isso. Eles misturam influências e fazem um som leve na maior parte do tempo, mas se permitem momentos de ousadia, com batidas mais fortes e sonoridade eletrônica.
È um álbum moderno e diferente. Destaque para a (hit) “Young Love” e eu adorei a “Hand Me Down”.e “Veilled In Grey”. Eles nem são tão ótimos, são diferentes de quase tudo que tem por aí.
Vale ouvir.

Jenny & the Scallywags - Shaking Heart

   Volta e meia aparece na minha frente um álbum realmente novo de um artista que nunca ouvi falar. De primeira, muitas vezes, não dou m...