sábado, 21 de junho de 2008

Coldplay – Viva La Vida Or Death And All His Friends

Pra quem acreditou que o fim da banda estava próximo, este novo álbum do Coldplay é uma grande surpresa. Depois de reclamarem que excesso de exposição e de compromissos gerados pelo sucesso do último álbum,“X&Y”, havia desgastado a banda a ponto de cogitarem o seu fim, o ColdPlay se apresenta com um som incrivelmente uniforme e diferente do habitual, fato só possível de acontecer numa banda sem conflitos existenciais.

“Viva La Vida” abusa dos ritmos, deixa de lado vaidades e foge de destaques individuais. É o tipo de som difícil de ser reproduzido por qualquer um, é uma massa sonora com excesso de instrumentos e batidas. Diferente, arriscadíssimo e por isso mesmo, excelente!

O álbum inicia com a instrumental “Life In Technicolor” e segue com a rítmica “Cemeteries Of London” e em seguida “Lost!” que se aproxima um pouco do estilo original deles, mas ainda com uma forte marcação de ritmo.

O que acontece em seguida é que entram “42” e “Lovers In Japan/Reign Of Love” e “Yes” que são as estrelas do álbum. Impossíveis de serem feitas por uma banda que não esteja em total sintonia. "42" é totalmente U2, “Yes” entra com um clima árabe e cítaras durante a música, no limite do permitido, ótima! Mas a progressiva, “Lovers...” é a melhor.

A parte mais Pop do álbum fica por conta das seguintes “Viva La Vida” e “Violet Hill” e as menos potentes “Strawberry Swing” e “Death And All His Friends” ficam mesmo para o fim do álbum que se encerra com “Lost?” numa versão totalmente Coldplay para agradar aos fãs sedentos pelos pianos marcantes e vocais fortes característicos da banda.

Meu conselho para melhor aproveitar este álbum, é acostumar o ouvido, pois ele é diferente e soa estranho à primeira escutada.

“Viva La Vida” é, sem dúvida, um álbum surpreendente.

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