quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mashup - The Police + Snow Patrol

Para encerrar bem 2008 ! Imperdível.

Os melhores álbuns que ouvi em 2008

Já que critiquei as revistas e listas que trazem os 100 melhores álbuns em apenas 1 ano, resolvi dar a a cara a tapa a fazer a minha lista dos 10 melhores álbuns que ouvi este ano. Nem todos foram lançados em 2008, mas foram os que eu mais gostei e escutei em 2008. Como são estilos diferentes a ordem é alfabética. Cada um deles teve seu momento.


Adele – 19


Cat Power – Jukebox


Coldplay – Viva la Vida or Death And All His Friends


CSS – Donkey


Death Cab For Cuties – Narrow Stairs


Envy & Other Sins – We Live At Down


Infadels – We Are Not The Infadels


The Hoosiers – The Trick To Life


The Kooks – Konk


Prisclla Ahn – A Good Day


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Beck - Modern Guilt

Estou há algum tempo para comentar este álbum pois já estou escutando desde que ele foi lançado em agosto de 2008.


Beck é um remanescente da “geração X”, tem mais de 10 álbuns lançados em quase 20 anos de carreira, sem nunca ter estourado em todo sentido da palavra. Seus álbuns anteriores são repletos de referência e elementos “diferentes”. Ora ele abusa dos instrumentos, ora das batidas, muitas vezes sua músicas são melódicas e muitas outras soam como um Rap. Por essas e por outras é que eu realmente não conhecia muito bem sua obra, apesar de sua criatividade, sua variação de estilo nunca me agradou.


Mas esse Modern Guilt é definitivamente um álbum “diferente” dos anteriores.

Talvez por obra de seu novo produtor, Danger Mouse, “Beck”, que traz “Cat Power” para quase imperceptivelmente fazer participação em 2 músicas (“Orphans” e “Walls”), finalmente traz um álbum bem mais uniforme.


A primeira música, “Orphans”, mostra bem o que pode se esperar para o restante do álbum. Ela é delicada e forte ao mesmo tempo, com uma batida marcante e sons flutuando ao fundo. A segunda, “Gamma Ray” é um rock “new wave”, bem anos 80 (ou 60?) e a ela segue-se “Chemtrals” que nos leva ainda mais longe com sua sonoridade progressiva, bem anos 70. Após essa rápida viagem no tempo, Beck nos traz a moderna “Youthless”, uma das melhores do álbum para cair num quase reggae “Walls”. “Replica” é moderna demais para o meu gosto e assim como a seguinte ”Soul of a Man” não me agrada.


Mas o álbum fecha bem com “Profanity Prayers” e “Volcano”.


Sabe aqueles dias em que não se está a fim de escutar nada. Então... esse álbum do Beck preenche totalmente esta lacuna.


Ao deixar de ser diferente demais Beck nos traz um álbum condesado, delicado e paradoxalmente “diferente” do que poderíamos esperar dele.




sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Rolling Stone - 50 Melhores Álbuns de 2008

A Revista RS publicou a lista dos 50 melhores álbuns desse ano. Para mim uma lista com 50 álbuns em apenas 1 ano é exagerada. Melhores são os melhores 5! Ou 10, no máximo. De qualquer maneira vejam o que os americanos elegeram na lista com link para o álbum em questão.

1 | TV on the Radio: Dear Science

2 | Bob Dylan: Tell Tale Signs — The Bootleg Series Vol. 8

3 | Lil Wayne: Tha Carter III

4 | My Morning Jacket: Evil Urges

5 | John Mellencamp: Life, Death, Love and Freedom

6 | Santogold: Santogold

7 | Coldplay: Viva la Vida or Death and All His Friends

8 | Beck: Modern Guilt

9 | Metallica: Death Magnetic

10 | Vampire Weekend: Vampire Weekend

11 | Fleet Foxes: Fleet Foxes

12 | Guns n' Roses: Chinese Democracy

13 | Blitzen Trapper: Furr

14 | Ryan Adams and the Cardinals: Cardinology

15 | The Black Keys: Attack & Release

16 | Randy Newman: Harps and Angels

17 | B.B. King: One Kind Favor

18 | Lucinda Williams: Little Honey

19 | Erykah Badu: New Amerykah: Part 1 (4th World War)

20 | Kings of Leon: Only by the Night

21 | Kaiser Chiefs: Off With Their Heads

22 | Jackson Browne: Time the Conquerer

23 | Conor Oberst: Conor Oberst

24 | Girl Talk: Feed the Animals

25 | The Magnetic Fields: Distortion

26 | Mudcrutch: Mudcrutch

27 | Brian Wilson: That Lucky Old Sun

28 | The Knux: Remind Me in Three Days...

29 | Bon Iver: For Emma, Forever Ago

30 | Duffy: Rockferry

31 | MGMT: Oracular Spectacular

32 | Jamey Johnson: The Lonesome Song

33 | Ne-Yo: Year of the Gentleman

34 | Stephen Malkmus: Real Emotional Trash

35 | Nick Cave and the Bad Seeds: Dig,Lazarus, Dig!!!

36 | The Hold Steady: Stay Positive

37 | Nine Inch Nails: The Slip

38 | Ra Ra Riot: The Rhumb Line

39 | Taylor Swift: Fearless

40 | Jonas Brothers: A Little Bit Longer

41 | AC/DC: Black Ice

42 | David Byrne and Brian Eno: Everything That Happens Will Happen Today

43 | Nas: Untitled

44 | The Raconteurs: Consolers of the Lonely

45 | Be Your Own Pet: Get Awkward

46 | The Academy Is...: Fast Times at Barrington High

47 | Of Montreal: Skeletal Lamping

48 | Raphael Saadiq: The Way I See It

49 | Hot Chip: Made in the Dark

50 | No Age: Nouns

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Mallu Magalhães - Mallu Magalhães

Confesso que meu nível de preconceito está altíssimo ao iniciar a audição deste álbum, altos índices de má vontade e anti-modismo completam meu perfil neste momento. Aceito ouví-lo mais por curiosidade do que por qualquer outra coisa.

Não acredito nem um pouco nessa história de sucesso pelo myspace, youtube, ou o que quer que seja. Mallu Magalhães foi e ainda é um grande plano de mídia, muito bem conduzido.

A verdade é que estou preparado pra detonar a álbum.

Mas ao escutar a voz infantil de MM, começo a pensar que culpa ela tem disso tudo, e mais, quantas outras vezes fomos manipulados pelas rádios, tvs e jornais. Essa é só mais uma forma de manipulação, usar a Internet para fazer parecer que tudo foi sem querer... “Ah!, ela nem queria fazer sucesso!”, “só colocou as músicas na Internet para os amigos da escola ouvirem...” . Tudo uma grande piada!

Mas voltando ao assunto, que culpa ela tem? Realmente não importa. O que importa é que ouvindo o CD ficamos com a certeza de que não há nenhum fenômeno despontando no horizonte, muito menos estamos diante de um álbum genial ou fora do normal. Estamos sim, diante de uma moça com uma bela voz e algumas canções boas de ouvir com um som bem diferente do que se faz no Brasil, bem distante dos padrões de cantoras de MPB que conhecemos há anos.


Produzido por Mário Caldato Jr, que já trabalhou com artistas como Marcelo D2, Beastie Boys, Björk e Beck, o álbum foi gravado com equipamentos e mixagem da década de 60 para resgatar o som da época.

Mallu é muito bem acompanhada no álbum, os arranjos em sua maioria são ótimos e a produção do álbum é realmente excelente.

Deixe seus preconceitos guardados numa caixa, esqueça as histórias de fenômeno, gênio e ... escute o álbum como se fosse um outro qualquer.

Falta muita coisa para ela ainda, mas afinal temos um álbum de uma cantora brasileira, que não canta samba, nem bossa nova, nem é filha de ninguém famoso, nem é do grupo das sapatas e nem é um resquício da década de 80.

Não vou falar de faixas, e sim colocar “Noil” para escuta, acho que ela pode ajudar quem está com dúvidas.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Quadro de Bandas


Recebi este quadro por email e realmente é viciante. Dizem que o quadro mostra mais de 75 bandas.

Confesso que estou bem longe disso.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Snow Patrol - A Hundred Million Suns


Apesar de parecer o segundo, este é o quinto álbum da banda Irlandesa Snow Patrol. Digo isso pois o primeiro álbum que realmente fez sucesso foi o terceiro, “Final Straw”. Seguiu-se a ele o mais badalado, “Eyes Open” e cá estamos com “A Hundred Million Suns”.


Em “Eyes Open” o “Snow Patrol” parecia uma banda alternativa que fez um álbum excelente e conseguiu alcançar um relativo sucesso. Porém com esse “A Hundred Million Suns”, eles parecem uma banda de sucesso que um dia fez um som alternativo. Um caminho arriscado, ou melhor arriscadíssimo, pois esse caminho é sem volta.


O novo álbum do Snow Patrol é pop e carrega pouco da tensão observada nos anteriores. Há uma nítida tentativa de repetir o que deu certo, o que não é de todo ruim, mas fica uma sensação de Deja Vu em quem conhece o trabalho deles.


As duas primeiras “If There's A Rocket Tie Me To It” e “Crack The Shutters” são fortes e ótimas e estão entre as melhores do álbum. Em seguida vem a já estourada “Take Back to the City” seguida de “Lifeboats”, boa mas pouco criativa, mas depois vem a ótima “The Golden Floor” que nos coloca em contato com o melhor que o Snow Patrol pode ser. A partir daí, exatamente da quinta música, acontece a crise de criatividade a que me referi acima. Todas as músicas a seguir dizem muito pouco além do que já se conhece do Snow Patrol.


Para os menos exigentes, temos um ótimo álbum, porém para quem apostava numa nova grande banda surgindo, vale aguardar mais um pouco, eles ainda têm crédito e tempo.






domingo, 23 de novembro de 2008

AC/DC - Black Ice

É difícil definir a sensação de escutar este álbum. Na minha adolescência AC/DC era rotulado como “Heavy Metal” e enquadrava-se na mesma categoria de super bandas como Led Zeppelin, Kiss, Iron Maiden, Van Halen, etc.., todas, bandas de “Heavy Metal”, eram o que existia de mais barulhento e rebelde na época.

Eu passava batido de toda essa rebeldia e, devido ao rótulo Rebelde que essas bandas carregavam, não me deixava nem escutar com calma nenhuma delas. Eu, definitivamente, não era um rebelde.


O fato é que passados uns 10 anos comecei a escutar com calma algumas dessas bandas e descobri que perdi um tempo danado.

Portanto ouvir esse AC/CD cheio de inéditas é recuperar um pouco esse tempo que literalmente, não vi passar.Ouvir “Black Ice” é beber na fonte no melhor do que Rock´n Roll pode oferecer. Riffs inspirados de guitarra o tempo todo, com direito às boas e velhas partes de solo (onde elas estão hoje?), bateria marcada com viradas na hora certa e vocais agressivos.


Brian Johnson (voz) Angus Young (guitarra solo), Malcolm Young (guitarra base), Phil Rudd (bateria) e Cliff Williams (baixo) fazem um som agressivo, jovem e ainda rebelde, só que hoje a rebeldia é outra. Ao manter intacto seu som essa banda australiana, formada em 1973, nos mostra sutilmente como o “rock” se dividiu em diversos novos caminhos e tornou-se difícil encontrá-lo em estado bruto.


Mas ele está aí, na cara, pra quem quiser ouvir e sentir.




quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Thirteen Senses - The Invitation



Diante da decepção de último álbum do Keane, resolvi achar alguma banda, no estilo para “acalmar” os ânimos...

Thirteen Senses é um quarteto de Conwall, Inglaterra formado em 2003 e com 3 álbuns gravados. Este que coloco aqui é o segundo, de 2004.

A música “Into The Fire”, que abre o álbum, é a que mais tocou e é o hit da banda, mas Will South (voz, piano e guitarra), Tom Welham (guitarra e voz), Adam Wilson (baixo) e Brendon James (bateria), fazem um som que é mais do que uma música só e se sustenta pelo álbum inteiro. A segunda “Thru The Glass” também é ótima e a terceira “Gone” mantém o alto nível das baladas.

O álbum continua macio nas seguintes “Do Not Wrong”, “The Salt Wound Routine” e “Saving” e, apesar de a esta altura dar alguns sinais de repetição em “Lead Us”, se recupera em “Last Forever” e na boa “History” para ir até o fim com 12 músicas e poucas falhas.

Um álbum leve e bom de ouvir do início ao fim. Para quem gosta do estilo é tiro certo!



quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Keane - Perfect Symmetry

Gostei de Keane desde a primeira música que ouvi, “Somewhere Only We Know”, na verdade, vi um clipe, depois fui atrás e consegui o Cd, “Hopes And Fears”, que eu considero um dos melhores álbuns que escutei. Veio o segundo álbum, “Under The Iron Sea”, que, apesar de ser um pouco inferior ao primeiro, ainda é muito bom. Para completar fui ao show dos caras quando vieram ao Brasil, que também foi um show que superou minhas expectativas.

Portanto dois álbuns muito bons e mais uma apresentação competente ao vivo, credenciaram o Keane a figurar, para mim, como uma das bandas mais promissoras da atualidade.


O que esperar do terceiro álbum? Na verdade eu esperava até um álbum um pouco inferior aos dois primeiros, mas...


“Perfect Symmetry” é um álbum péssimo! O Keane se perde em suas próprias limitações. A bateria soa excessivamente eletrônica e parece um jogo japonês, a voz tem excessivos efeitos e fica irreconhecível, e até o piano é pasteurizado em teclados sem inspiração. Tudo isso com a sonoridade mudando de música para música fazendo com que não haja identidade sonora. Cheguei a me perguntar se estava escutando o mesmo álbum desde o início ou havia trocado no Ipod, “sem querer”.


Mas ainda assim, para quem quiser se arriscar meu conselho é ouvir, na edição Deluxe do álbum, apenas as faixas Demo, que estão mais realistas e com menos efeitos, mas ainda assim, o álbum é ruim e sobram 2 músicas escutáveis, o resto é lixo mesmo!


Uma pena, pois talvez, devido ao sucesso e à juventude da banda, o Keane tenha sido forçado a enveredar por um estilo mais Pop e tenha se apressado em lançar este álbum.

Eu fico, sem pressa, mais alguns anos escutando “Hopes And Fears” e “Under The Iron Sea”.




quinta-feira, 30 de outubro de 2008

The Cure - 4:13 Dream


Em tempos desérticos de sucesso a qualquer custo o Cure é um oásis. É o mesmo The Cure de 20, 30 anos atrás, com pitadas saudáveis de modernidade.

O álbum começa com a “Underneath The Stars” …” (“Floating here - Like this with you - Underneath the stars”) e a música vai flutuando no melhor estilo The Cure e segue com a rapidinha “Only One” até as seguintes “Reasons Why” e “Freakshow” que são para mim erros de repertório, nem comento.

Eles se encontram novamente em “Sirensong”, “Real Snow White” e “Hungry Ghost”. O álbum toma um novo rumo a partir de “Perfect Boy” e fica cada vez mais parecido com o Cure de antigamente. Vale ouvir “Sleep When I´m Dead” que lembra os melhores tempos deles e as nervosas “Scream” e “It´s Over”.

Nem entro no mérito se o álbum é “bom” ou não, vejam bem ... isso é só um pequeno detalhe para uma banda que foi formada em 1976, já vendeu 30 milhões de discos e é considerada uma das melhores bandas do mundo!!!! São 32 anos de estrada mantendo o vigor e a criatividade do início de carreira.

É emocionante ver uma banda manter seus pés fincados no estilo que a consagrou e não sair dele de jeito nenhum.

Formação deste álbum:
Robert Smith: guitarra, vocal, baixo, teclados e violino;
Porl Thompson: guitarra, teclados e saxofone;
Simon Gallup: baixo e teclados;
Jason Cooper: bateria.



quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Priscilla Ahn - A Good Day

Comecei a ouvir este álbum sem pretensão nenhuma. Particularmente, adoro mulheres cantando, e isso já é meio caminho andado para eu gostar, e até por isso, dou um desconto e nem posto aqui todas as cantoras que escuto.


Mas esse álbum é diferente! Priscilla Ahn tem uma voz macia e passeia entre os instrumentos de forma natural e é impossível ficar só ouvindo. A começar pela excelente “Dream“ onde não há nenhuma disputa entre voz e instrumentos e por esse caminho entra a seguinte “Wallflower”.


Vemos um ar country em “I Don´t Think So” que permanece nas lentinhas “Masters In China” e “Leave The Lights On” onde fica inevitável a comparação com Norah Jones (mas qual o problema? Ela é ótima também!) até que o álbum vai ganhando um corpo mais Indie e mais moderno quanto mais se chega ao fim. O minimalismo no caso de Priscilla funciona e muito, pois sua voz compensa qualquer falta de instrumentos.


Depois de um álbum cantado com emoção, chega-se ao fim das 11 músicas de bem com a vida!


Filha de Coreanos, a moça que nasceu em 1984 foi criada entre a Geórgia (EUA) e a Coréia do Sul mas sua carreira começou depois que ela se estabeleceu em Los Angeles e emplacou duas de suas músicas em episódios de Grey´s Anatomy.


Este seu primeiro álbum foi lançado em junho de 2008 e pelo visto será o primeiro de muitos.




quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Donavon Frankenreiter – Pass It Around

Já postei Donavon aqui para falar do álbum “Move By Yourself” e este “Pass It Around” vem reforçar ainda mais o que já disse antes. DF faz um som agradável, leve, muito fácil de ouvir e de gostar.

Com uma simplicidade contagiante, o californiano, Donavon, ainda acerta na quantidade de faixas do álbum e crava 10 ótimas músicas, com destaque para as faixas “Too Much Water” e “Your Heart”.


É ouvir e gostar!



domingo, 14 de setembro de 2008

Albuns que Marcaram a Minha Vida


Rush – Power Windows


Esse álbum marcou minha vida pelo motivo inverso. Vou explicar melhor:


Eram idos de 1985 e eu com uns 14 anos entrei num amigo oculto onde meu amigo (que nem era tão amigo assim) pediu este álbum. Até aí tudo bem, porém o que aconteceu é que como eu já estava me interessando bem mais por música resolvi ouvir o álbum (em vinil) antes de dar de presente.


Detestei! Lembro perfeitamente que não acreditei que alguém gostava daquilo. Um rock “chato”, todo quebrado, quase sem refrão e com um cara sem voz nenhuma, ou melhor, com uma voz esganiçada de enlouquecer qualquer um... Essa foi minha opinião na época.


Vejam a coragem de uma pessoa escrever isso! Eu podia levar isso para o túmulo que ninguém ia saber, mas exatamente por eu ter detestado mantive minha opinião muito firme durante alguns anos e de tanto ser rebatido resolvi conhecer melhor o Rush.


Graças a isso, tendo conhecido bem melhor a banda eu, aos 18, já os considerava a melhor e maior banda do mundo, opinião que continua até hoje.


Ou seja, resumindo, se eu não tivesse detestado tanto a primeira audição dificilmente me interessaria por conhecê-los tão cedo e só iria “descobrí-los” bem mais velho.


Está aí, para quem quiser “detestar” pela primeira vez também.


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

The Verve - Forth


Confesso que não conhecia nada do The Verve. Sei que chegaram a emplacar algumas boas músicas como “Lucky Man” e “Sonnet” (que na época eu podia jurar que eram músicas do Oasis e daí talvez meu desinteresse - Oasis é muito chato!), ou seja uma banda parecida com Oásis e que não fazia sucesso... passei longe.


Porém hoje ao escutar este “Forth” descobri que posso ter perdido alguma coisa. Não há nada de muito novo no som deles, mas é de uma sinceridade fantástica, a começar pelo tempo das músicas que, em sua maioria, têm mais de seis minutos e só acabam mesmo quando eles “querem” que acabe. As músicas ficam soando na cabeça como que se eles quisessem que realmente o ouvinte parasse para escutá-las. Essa tensão provocada pela espera do fim ajuda a criar um ambiente hipnótico onde o refrão importa pouco e a dinâmica da música, muito.

A primeira “Sit And Wonder” com o seu “God give me some light” resume bem o clima tenso e prepara para o resto do álbum e logo em seguida entram, as mais pops do álbum, “Love Is Noise” e “Rather Be” que preparam para a ótima “Judas” (com a cara do U2 de antigamente) até “Numbness” trazer toda a tensão de volta. Daí para frente o qualidade cai um pouco mas ainda assim, “Valium Skies” é ótima.

A banda foi formada no início de 1990 por quatro rapazes de Wigan, cidade do Norte da Inglaterra. Em 8 anos lançaram três álbuns que consolidaram o estilo rock-psicodélico da banda.

Este quarto e novo álbum do The Verve traz de volta uma banda que tem fôlego para muito mais, pois fazem um som original, vibrante e com as referências bem mais consolidadas que no início da carreira.

É só ouvir!




sábado, 6 de setembro de 2008

O Rappa - 7 Vezes


Após 3 anos do lançamento do pouco badalado acústico e cinco após o último lançamento de inéditas (O Silêncio que Precede o Esporro) enfim chega aos meus ouvidos esse “7 Vezes”, o terceiro sem letrista Marcelo Yuka e o primeiro após a morte do produtor Tom Capone.

Baixo marcado, guitarra coadjuvante e bateria lounge e excesso de detalhes fazem este álbum do Rappa parecer sofisticado demais para uma banda que iniciou um movimento musical totalmente inovador há alguns anos atrás e junto com essa sofisticação há uma falta de empolgação em músicas feitas para se ouvir de fundo de bate papo. Onde está a força, a faca afiada ou o som desafiador do Rappa ? Vemos apenas um resquício disso nas letras sempre bem trabalhadas e em uma ou duas faixas mais fortes como “Hóstia” (Meu escudo é minha hóstia !! ) ou “Monstro Invisível”.

O álbum nos deixa uma terrível sensação de loop, sem começo, sem meio e sem fim. As músicas se sucedem sem que consigamos identificar uma mudança clara na sonoridade, no ritmo ou na estrutura das músicas

Não que por isso o álbum seja ruim, muito pelo contrário, é apenas um álbum que frustra expectativas e, quem sabe, essa não seja exatamente a intenção da banda? Uma mudança de estilo inesperada num álbum que o próprio vocalista e líder Falcão admite que deve ser ouvido várias vezes, talvez mais de sete. Com calma e boa vontade, no fim podemos ter em mãos um dos melhores álbuns da banda.


quarta-feira, 20 de agosto de 2008

The Courteeners - St. Jude

Na mesma corrente de som que rema o rock inglês atual, o quarteto inglês de Manchester lança seu primeiro álbum, St. Jude.


Empurrada pelo seu primeiro single “Cavorting” lançado em agosto de 2007, a banda é feliz na seleção do repertório e, mesmo sem trazer grandes novidades musicais, faz o dever de casa com competência.


Liam Fray (Vocal, Guitarra), Daniel Conan Moores (Guitarra), Michael Campbell (Bateria, Backing Vocals) e Mark Cuppello: (Baixo) nos entregam um rock moderno e com variações rítmicas criativas com destaques para as faixas “Not Nineteen Forever”, “Cavorting” e “Blind Your Time”.


Este álbum não vai mudar a vida de nenhum de nós mas, no final das contas, ele soa bastante honesto e é uma boa pedida para quem está sedento por bandas novas.




quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O Teatro Mágico - Segundo Ato

Atualmente estou com muita dificuldade de achar qualquer coisa no cenário nacional que valha a pena ser discutido. Porém o Teatro Mágico – Segundo Ato, vale.

Confesso aqui que nem conheço o primeiro álbum e escutei esse sem “vícios”, sem esperar nada e talvez por isso mesmo tenha me surpreendido.

Adianto logo que o som é alternativo sim e não vai estourar nunca! Mas isso não os coloca à margem de nada, muito pelo contrário, é um passeio delicioso pela música brasileira. Variando ritmos e instrumentos eles vão de norte a sul, sem nenhuma cerimônia, jogam com as palavras e seus sons, tornando a música quase uma brincadeira que no fundo esconde uma profunda crítica à nossa realidade.

O álbum é teatral mesmo e é essa a intenção. O líder e idealizador Fernando Anitelli (voz, violão e guitarra) é também o diretor artístico do espetáculo/álbum que conta com mais 8 músicos na banda .

No total são 19 faixas, mas tem muita coisa que é teatro, ficam umas 12 faixas musicais mesmo. Destaque para as “O Mérito e o Monstro”, “Criado Mudo”, “Eu Não Sou Chico Mas Quero Tentar” , “Abaçaiado” e “...” .

O mais legal ainda é que o Cd pode ser baixado gratuitamente no site da TRAMA VIRTUAL

O que fica é que vale muito a pena ouvir este álbum, um verdadeiro ar fresco na música brasileira atual. Diferente! Essa é a palavra.

Abaixo uma prévia. Boa diversão!


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

CSS - Donkey

Confesso que a primeira vez que ouvi CSS fiquei desconfiado. Realmente não entendi o que eram eles (elas) e o que fazia aquela banda brasileira que cantava em inglês, ser a sensação dos moderninhos do momento.

Eu precisava de um segundo álbum e ele veio! Escutando esse CSS – Donkey, consegui entendê-los bem melhor. Acho que muito mais por causa da nova sonoridade da banda, bem mais comercial do que a anterior. Porém, é certo que esta sonoridade mais comercial vai desagradar os fãs mais antigos da banda, mas na contabilidade final o CSS sai lucrando, vai atrair mais do que espantar.

O álbum é bem mais Rock que o anterior, mas sem largar o dance underground que caracterizou a banda. A voz de Lovefoxxx está mais nítida e os instrumentos mais claros, ouve-se tudo bem melhor.

O álbum começa forte com “Jager Yoga” que, com bateria e baixo potentes, bebe na fonte de Killers-Interpol, e em seguida entra a também roqueira e melhor do álbum “Rat is Dead”. “Let´s Reggae All Night” brinca com a sonoridade “brega” dos anos 80. Tem de tudo na música, bateria eletrônica, voz sintetizada, teclado “abelha” no fundo, pura gozação. Em seguida o rock volta em “Give Up” e as seguintes “Left Behind” e “Beatiful Song” mantém o clima lá em cima e o álbum tem seu clímax em “How Become a Paranoid”, ótima.

As seguintes completam muito bem o álbum com destaque para “I Fly”, que entra pesando a última parte do álbum que finaliza bem mais calmo com “Believe Achieve” e “Air Painter”.

Cansei de Ser Sexy é uma banda brasileira formada em São Paulo, em setembro de 2003. A banda começou de maneira descomprometida e com exceção do baterista, ninguém sabia tocar praticamente nada.

Em 2006 a banda assinou contrato com a gravadora Sub Pop para lançar seu primeiro álbum nos EUA mas ainda antes de fazerem sucesso tiveram uma música incluída no seriado de Paris Hilton na FOX (The Simple Life), outra no jogo The Sims 2.

Reparem que a banda é formada por Lovefoxxx (vocal), Adriano Cintra (produção, bateria, guitarra, baixo e vocal) Luiza Sá (guitarra e bateria), Ana Rezende (guitarra e gaita), Iracema Trevisan (baixo) e Carolina Parra (guitarra e bateria). Ou seja, uma “bagunça" onde todo mundo toca tudo. Nada mais moderno!

Moderno, despreocupado, debochado e por mais pop que seja, ainda alternativos. É só conferir!

Jenny & the Scallywags - Shaking Heart

   Volta e meia aparece na minha frente um álbum realmente novo de um artista que nunca ouvi falar. De primeira, muitas vezes, não dou m...