sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Lançamentos - Dezembro 2007

Dave Gahan – Hourglass

O “Depeche Mode”, Dave Gahan, alça seu segundo vôo solo e mostra que tem fôlego para ir mais além e criar até uma obra consistente com seu nome. O Álbum é ousado tanto pela sonoridade, nem um pouco pop, quanto pelas músicas sem refrões marcantes. Apesar de não apresentar nenhuma novidade vai agradar aos fãs do Depeche Mode e do estilo defendido por eles, onde a tensão convive pacificamente com a música. Destaque para as faixas "Endless" e "Saw Something" .

Bruce Springsteen – Magic

Eu tentei. Fiz um esforço danado... Mas sempre achei e sinto que sempre acharei Bruce Springsteen um lixo, do primeiro escalão dos lixos. A voz carregada no Delay (Eco mesmo), com um monte de backs femininos nos refrões, um sax ridículo em todas as músicas e o tecladinho anos 80 (para se sentir no cinema vendo “Back To The Future”), fazem dele uma das piores coisas da música atual. Chego a duvidar que isso venda, pra mim é tudo jogada de marketing, ele não vende nada de música, mas dizem que ele vende para ele poder ganhar dinheiro de outro jeito, com aparições em festas, e outras tarefas. A definição para ele é inaudível, chato pacas.

Fernanda Takai – Fernanda Takai

Este álbum mostra a FT como intérprete de músicas antigas, em especial, cantadas pela Nara Leão. Vai ter gente que vai gostar. Mesmo consciente de sua limitação vocal, eu gosto muito do jeito dela cantar, acho que ela tem um estilo único, com personalidade. O repertório alterna bons e maus momentos. Pontos altos “Diz que fui por aí “, “Estrada do Sol” e “Com Açúcar e Com Afeto” . Baixos “Ta-hí” e “Trevo de Quatro folhas”. Pra quem já gosta dela, vale ouvir.



Ouça Com Açucar, Com Afeto
Robert Plant & Alison Krauss – Raising Sand

Está aí uma surpresa legal. Robert "Led Zeppelin" Plant e Alison Krauss se conheceram num concerto em homenagem ao bluseiro Leadbelly. Plant, Rock an Roll, e Krauss, cantora e violinista nascida e criada no sul dos EUA no berço do blues. O resultado é um Cd meio country-blues de muito bom gosto, bem produzido e bem executado. Vocais delicados e solos de violino surpreendem a todo momento num repertório escolhido a dedo e que passeia por velhas canções dos EUA.

Ouça Rich Woman
Duran Duran - Red Carpet Massacre

Nunca fui fã deles mas sempre havia uma ou outra música legal nos álbuns. Porém neste há uma total falta de inspiração e chega a ser difícil acreditar que eles se empenharam para gravar este álbum. Teria sido melho que eles continuassem sem gravar, pois este só dimunui algo de interessante que havia na carreira deles. Um Cd que nem os fãs fervorosos vão gostar, nenhuma música se salva.


quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Interpol - Antics


Bom, confesso que começar a escutar um Cd com muita expectativa não é bom. Quase sempre me decepciono. Por isso costumo ouvir várias vezes para entender claramente a proposta, e não ser o único a não gostar de um som.

Interpol me soou meio parecido, similar... ou, alguns podem dizer, de estilo claro. São da mesma turma do The Killers, herdeiros do Echo & The Bunnymen, Cure, Joy Division, etc. Por isso me desanimei um pouco no início. Nada de novo neles... Mas existe uma coisa boa nisso. Não tentam ser mais do que isso. É realmente claro o estilo pós-punk e não há nenhuma pretensão maior e, depois que aceitei o fato, eles me soaram bem legais. É essa a proposta mesmo !

No meio de tanta bobeira e mesmice de hoje em dia, aí está uma banda que faz um som autêntico, tocam o que gostam. Não há nenhuma música comercialmente rentável no álbum, eles não buscam fãs em outras praias e a franqueza disso está do primeiro ao último acorde do CD.

Apesar de melodicamente interessantes o Interpol é uma banda americana, de Nova York. Começaram em 1998 quando Daniel Kessler (guitarra), Greg Drudy (bateria), Carlos Dengler (baixo e teclados) e Paul Banks (guitarra) encontraram-se para tocar.

Depois de rodar por dois anos sem sucesso, em 2000, Greg Drudy deu lugar a Samuel Fogarino e nesse mesmo ano a banda lançou seu primeiro EP pelo selo escocês Chemikal Underground e logo depois participou de uma coletânea do selo Fierce Panda.

Em 2001 a exposição da banda melhorou muito e passaram a abrir shows de bandas mais conhecidas e ter seu nome reconhecido no circuito europeu. Em novembro de 2001 a banda entrou em estúdio nos EUA, para começar a gravar "Turn on the Bright Lights", seu álbum de estréia, que seria lançado em agosto de 2002, pela Matador Records. Foi considerado como um dos melhores álbuns de estréia dos últimos tempos.

Em 2004 lançam este aí de cima, “Antics”, e em 2007, o “Our Love To Admire”, que confirmam a posição de destaque da banda no cenário mundial.

O estilo sombrio, com harmonias densas e pesadas não é nada de novo, mas que mal há nisso? Com mais alguns anos e outros bons álbuns poderão ter fãs que vão acreditar que eles fundaram este estilo.

Vale ouvir o CD inteiro, soa como uma trabalho, tem identidade, mas as ótimas, “Narc”, “Evil” e “Take You On a Cruiser” são o ponto alto do álbum.

NARC

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Goo Goo Dolls - Let Love In

Este post é suspeito, já vou logo avisando, pois gosto muito do som deles, desde o primiero Cd que ouvi, gostei do álbum todo. Já tentei fazer coletânea de dois Cds e descobria que só deixava duas músicas de fora, não dá.

Mas na primeira escutada que dei no Let Love In, não gostei de primeira, achei um pouco fraco.Mas, aí veio um dia chuvoso, em casa, eu convertendo as músicas do álbum para o Ipod, e começa a rolar automaticamente o Cd. “Become”, a primeira, soou como se fosse a primeira vez que eu tivesse escutado, aí percebi que não havia escutado bem.

“Strange Love”, apesar de “B” é boa e aí entram “We´ll be here” e “Can´t Let It Go” e lá estavam eles novamente identificados. O Resgate de “Give Little Be” (Supertramp) poderia ter ficado ruim, mas ganhou identidade apesar de pouco diferente do original. “Listen” é “B”, e aí mais duas “A”, sendo a “Better Day” a “Iris” do CD. O Cd prossegue ótimo e finaliza com a música que dá nome ao álbum seguida da “Stay with You”, mais Goo Goo Dolls impossível.

Acreditem, este é o décimo álbum da banda, que nunca teve vida fácil e só estourou mesmo depois de muita persistência, no sexto álbum.

John Rzeznik (Guitarrista e Vocalista), Robby Takac (Baixista e Vocalista) e George Tutuska (baterista), lançaram os primeiros álbuns em 1989 (“Jed”) e 1990 (“Hold Me Up”). Mesmo com comentários positivos, a mistura de Punk, Rock e baladas, não sensibilizou os críticos.

Em 1993 eles lançam “Superstar Car Wash”, que os mantém no mesmo patamar dos anteriores e faz com que o baterista, George Tutuska, desanimado, avisar aos seus companheiros que está deixando o grupo.

Mike Malinin assume o lugar dele em 1995, e eles lançam “A Boy Named Goo”, enfim o primeiro sucesso comercial da banda, deixando marcado o estilo de baladas com guitarras melódicas e distorcidas que prevaleceria no som da banda.

Parece que o ex baterista era o “sapo enterrado”, pois eles foram convidados para participar da trilha sonora de “City of Angels “ e aí... bom e aí veio “Íris”, a música mais tocada nas rádios em 1998.

No mesmo ano lançam, pela Warner Bros., o clássico “Dizzy Up The Girl” que além do mega hit “Iris”, o álbum trazia outras canções de enorme repercussão como “Slide” e “Black Ballon” e com 3 indicações para o Grammy, ficam famosos no mundo inteiro.

Após uma coletânea (2001 – “Ego, Opinion Art & Commerce”) chega em 2002 o inédito "Gutterflower", considerado por muitos como uma espécie de continuação de "Dizzy Up the Girl", com composições tão fortes quanto as do disco anterior, reforçando o caminho de sucesso da banda.

Em 2004 eles comemoram este sucesso com um disco ao Vico “Live in Buffalo”, que mostra uma banda ao vivo com tanto pique quanto no estúdio e em 2006 chega o “Let Love In”, onde estamos.

Acho que tive dificuldades com este Cd pois esperava algo como o “Dizzy Up...” ou “Gutterflowers”. Sem comparar, “Let Love In” mantém a banda no Top do meu ouvido e merece ser escutado.

domingo, 9 de dezembro de 2007

The Police - Maracanã


Bom, eu tinha que ir... e fui. Durante todo dia fiquei pensando como seria ver o show dos caras que achei que nunca mais veria, pois a volta do Police era pra mim tão impossível quanto a volta dos Beatles. Mas o impossível se realizou e lá estava eu com o ingresso na mão!

Entrei no Maracanã lotado assim que começou o showzinho do Paralamas ( eu acho que os três já deviam ter passado da fase de abrir show, pois o som é pior e o público não está muito aí para a banda de abertura) que serviu de música de fundo pra todo mundo procurar o melhor lugar e achar os amigos dentro do estádio.

As 21:30 em ponto o The Police pisou no palco do Maracanã direto com “ Message in a Bottle” emendando em “Synchronicity II”. O show prometia! Mesmo com uma pequena falha no som nas duas primeiras músicas, tudo estava indo bem. E continuou bem quando começaram a tocar as músicas “lado B” da banda como “Voices Inside My Head”, “Driven To Tears”, “Truth Hits Everybody”, “Hole In My Life” e “When The World Is Running Down” entremeadas por “Walking On The Moon” e “Don´t Stand So Close To Me”. Tudo nota 10! E para coroar vieram “Every Little Thing She Does Is Magic” e “Wrapped Around Your Finger”. A sensação era de felicidade completa.

Mas após a “WAYF” pra mim o show mudou, não sei se aconteceu alguma coisa entre eles, ou se foi comigo, mas achei que o andamento das músicas diminuiu, a interação do Sting com a platéia diminuiu e vieram um monte de Hits para os “não fãs”. É claro que “Roxane”, “Every Breath You Take”, “King Of Pain” e “ So Lonely”, nunca ficarão nem perto de ruins. Mas o fato é que a “De Do Do Do De Da Da Da” (acho que a única música deles que eu acho um lixo) foi o divisor de águas do show (veja o Set List abaixo), pois foi a partir dela que o show caiu.

Portanto com nota 10 para a primeira parte e 7 para a segunda, tivemos um show com nota 8,5.

Sting está cantando muito ! Andy Summers é um guitarrista ainda mais ousado e mais confiante e o Copeland, um animal ! Quase 30 anos depois o som é atual e inovador, pois tem muito pouca gente que consegue juntar Jazz, Reggae e Rock no mesmo saco e ter um resultado tão surpreendente

Críticas sonoras a parte, foi fantástico ter visto o “impossível” e poder guardar essa recordação como uma vitória, ou melhor um presente, para todos que gostam de música.

Set List

Message in a Bottle
Synchronicity II
Walking On The Moon
Voices Inside My Head
When The World Is Running Down
Don't Stand So Close To Me
Driven To Tears
Truth Hits Everybody
Hole In My Life
Every Little Thing She Does Is Magic
Wrapped Around Your Finger
De Do Do Do De Da Da Da
Invisible Sun
Walking In Your Footsteps
Can't Stand Losing You
Roxanne
King Of Pain
So Lonely
Every Breath You Take
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